
Senhores,
Passei a maior parte da minha vida, ouvido que o Brasil tinha a melhor código de defesa do consumidor do mundo.
Para quem não lembra, essa código é um conjunto de leis que protege o consumidor brasileiro de produtos e empresas que não respeitam os direitos básicos, como por exemplo, troca de produtos em caso de defeito em 7 dias, assistência técnica, etc. e não só isso, mas, também contra escolas, instituições, supermercados, etc.
Esse livrinho foi lançado no começo dos anos 90, pelo então presidente, Fernando Collor de Melo. Lindo não? Mas, esse é o grande problema do Brasil, ter tudo feito à base da canetada e, não ser da vontade do povo. Assim foi desde os primórdios da história, até a “independência” foi conquistada à base da canetada.
Lembro de brigas que chegavam a se tornar epopéias, foi pelo celular, para as empresas de telefonia, para a porcaria da NET (no qual eu ainda estou com o nome sujo no Serasa, por causa de incompetência deles). Ainda essa semana, meu irmão comentava o parto para trocar um liquidificador num grande magazine.
Aqui posso falar que, o direitos do consumidor é algo nato. Aqui, o consumidor está sempre certo, literalmente, e empresas arcam com esse “ônus”, por que, como a concorrência é acirrada, tratar de melhor maneira possível é a saída mas, antes de qualquer coisa, o povo briga por isso.
Na primeira semana que cheguei aqui, comprei um computador, e como não gostei do famigerado Windows 8, decidi, por conta própria, instalar o Windows 7. Resumindo, a HP amarra o hardware com o software de uma maneira, que fica praticamente impossível de se trocar o sistema.
Enfim, me vi no seguinte dilema, a máquina parada, sem sistema operacional e, de uns anos para cá, não existem mais aqueles discos de recover para restaurar o sistema. O que fazer então? Lembrei-me de ver um departamento dentro da Bestbuy (loja em que comprei o micro), chamado Geek Squad. Nesse departamento, existem técnicos que ajudam os usuários a instalar, configurar e resolver problemas com o computador e resolvi levar até lá para conseguir fazer um restore da minha máquina.
Cheguei lá, falei do problema, o técnico ligou o computador e fez um : “hmmmmm”, putz, pensei… Lá vem! Ele falou: Senhor, o erro é muito complicado… Vai tomar muito do seu tempo, o senhor pode me acompanhar? Eu acompanhei, ele me levou até um balcão e TROCOU a minha máquina. Na mesma hora, pegaram o meu ticket, trocaram e ainda agradeceram.
Enfim, voltei para casa com uma nova máquina, feliz e a Bestbuy acaba de ter mais um cliente fiel.
Mas, para isso acontecer, é necessário haver algumas regras básicas que não se determinam através da canetada. Precisa de empresas que estejam dispostas a suportar esse ônus e de consumuidores conscientes.
Resumindo, os consumidores tem de ter a consciência de não querer levar “vantagem em tudo”, e de empresas de não querer tratar consumidores como lixo.
É isso ai!




